Causa certa estranheza a ideia de que um banqueiro possa ser anarquista,
imaginando-se talvez que seja um anarquista não praticante, ou que o
seja na teoria, mas não na prática. O banqueiro retratado por Pessoa,
contudo, considera toda a sua vida exemplificativa do verdadeiro
anarquismo descrevendo como, desde jovem, foi resolvendo diversas
contradições e dúvidas até chegar à “técnica do anarquista”.Concluirá o
banqueiro que todos devem trabalhar para um mesmo fim, mas separados, de
forma a não sucumbirem à pressão social, podendo tornar-se livres do
dinheiro, da sua influência e força, através da aquisição da maior soma
possível.
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