Iniciamos o novo século XXI marcado por um contexto
social que não é um dos mais esperançosos, ou melhor, paira sobre todos
nós um conjunto de dúvidas e incertezas que penetra fundo em nossas
consciências, contribuindo para instalar uma sensação de medo sobre o
presente e o futuro. Este contexto e a atual
condição humana não são frutos do acaso, mas de um histórico processo
civilizatório marcado pela violência em suas mais diferentes expressões,
sejam coletivas ou individuais; simbólicas ou físicas; sociais,
culturais, políticas ou econômicas. Vivemos um
cotidiano violento, que naturalizou o ato e as conseqüências da
violência, como se não fosse expressão de nossas próprias ações
humanizadoras. Isto se legitima em nossa consciência e comportamentos a
tal ponto, que a miséria, a agressão física e o individualismo tornam-se
não apenas expressão de nossa natural forma de ser, pensar e agir, mas
uma condição inexorável do homem contemporâneo.
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