Para entender melhor a reorganização que o sistema financeiro sofreu na década de 1850, no Brasil, bem como seu posterior desdobramento é útil acompanhar o desenrolar dos debates sobre o meio circulante entre os anos de 1840 e 1853. Apesar das questões voltadas para a melhoria do meio circulante estarem intimamente imbricadas houve uma certa preocupação em tratar primeiro do tema da provincialização do numerário e só, posteriormente, dar forma ao instrumento que substituiria as notas e combateria o “cancro” da falsificação, como denominou tal prática o deputado Francisco de Paula Santos. Este trabalho se propõe a acompanhar o desenvolvimento das discussões sobre a moeda através dos debates na Câmara dos Deputados e apresentar algumas das tensões surgidas através do confronto entre posições antagônicas que ficaram conhecidas em outros trabalhos como metalistas e pluralistas. Como se verá adiante as divergências apontadas pelos diversos autores não se restringiram apenas aos bilhetes em circulação. No acompanhamento do tema na Câmara dos Deputados há quase o consenso de que o meio circulante, formado principalmente por notas do Tesouro, não respondia adequadamente às necessidades gerais do mercado e precisava passar por alguma transformação.
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