A Filosofia da Natureza, até hoje, é a parte menos trabalhada do sistema de Hegel. Certamente existem razões legítimas para essa negligência. O juízo dos cientistas naturais sobre as doutrinas especulativas da natureza dos Idealistas Alemães é devastador. O grande químico alemão, Justus Liebig, chama tais doutrinas de a “morte negra do século”, por terem atrasado o progresso das ciências naturais na Alemanha por mais de 50 anos. As teorias de Hegel sobre a natureza sofreram recusa quase unânime na segunda metade do século 19, o que contribuiu em grande parte para desacreditar seu sistema como um todo, a ponto de, por algum tempo, ele quase cair no esquecimento. A mesma aversão continuou atuando até a Filosofia Analítica no século 20.
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