Desde os primórdios da
humanidade, o ato de consumir está associado ao atendimento das necessidades
básicas à sustentação da vida. Ao longo dos séculos, o verbo
"comprar" definiu limites entre riqueza e pobreza, desenvolvimento e
subdesenvolvimento, saúde e doença, e até entre felicidade e tristeza. Valores
baseados em cifrões, volumes e quantidades se sobrepuseram à qualidade, ao uso
justo e sustentável. No mundo em transformação, os esforços destinados a
combater o aquecimento global, alimentar a população crescente, reduzir a
desigualdade social e garantir os recursos naturais para o bem estar futuro do
ser humano passam necessariamente pela maneira como governos, empresas e
indivíduos exercem seu poder de compra. Surgem novos padrões no horizonte.
Dimensionar o desafio e apontar caminhos para mudanças via consumo
institucional - público e privado - são objetivos desta obra inovadora,
oportuna no debate sobre a chamada "economia verde e inclusiva". Além
de uma perspectiva histórica, os autores analisam a interação entre os
diferentes elos desse processo e trazem ilustrações didáticas sobre o papel de
algumas cadeias de fornecimento na redução de impactos socioambientais.
Soluções, experiências e proposições endereçam o tema para a agenda da
sustentabilidade.
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