A preocupação central da autora é
compreender o significado atribuído à anarquia por aquelas correntes
libertárias que vincularam a revolta industrial e de massa contra a sociedade autoritária
e classista a um projeto coletivo e global de transformação. Mais
especificamente, ela busca elementos teóricos para pensar a relação entre
reforma econômico-social e fim das leis e dos governos, tal como esta é
concebida nas doutrinas dos primeiros pensadores ácratas do século XIX,
responsáveis por vincular o ideal anarquista ao socialismo moderno. Nesse sentido,
procura verificar: 1) de que forma, no plano teórico, o modelo anárquico
articula as exigências da liberdade pessoal e política com as da igualdade
econômica, fundando a convivência cooperativa dos homens exclusivamente sobre
sua razão e querer; 2) como, na passagem da "teoria à prática", os
propositores da acrácia identificam a gênese deste modelo nos movimentos
anticapitalistas da modernidade.
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