“A antiga pedagogia é como uma carruagem fora de moda: range, mas ainda pode ser útil. [A nova pedagogia] tem o aspecto de uma máquina de precisão; mas as peças parecem não ter relação umas com as outras, e a máquina tem um defeito: ela não funciona.” Assim Alfred Binet se expressa no capítulo final de seu último livro, Ideias modernas sobre as crianças. Publicada em 1911, esta obra é um balanço crítico do que “trinta anos de pesquisas experimentais [...] nos ensinaram sobre as coisas da educação”. Entretanto, o autor não se limita a um resumo de suas pesquisas – as suas e as dos outros –; ele se empenha em sugerir novas pesquisas, a esboçar, assim, “a obra de amanhã”. Mas não haverá amanhã para ele: Binet morre alguns meses depois da publicação de seu livro. O balanço toma, então, ares de um testamento.
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