A pesquisa investigou as representações relativas à raça, cor, diferença
e preconceito racial no universo escolar. Há mais de meio século, áreas
como Antropologia, História e Sociologia desenvolvem estudos sobre
questões correlatas, com a atenção voltada, quase que exclusivamente,
para a nossa memória histórica. Existem poucos escritos tendo porbase
estudos que apontem o impacto de tais representações em um universo
restrito da sociedade brasileira, porém significatvo. O objeto
desta pesquisa centrou-se, justamente, na análise do impacto de tais
representações no universo escolar. Ainda que as duas últimas décadas
tenham conhecido um avanço no número de trabalhos que analisam questões
afins no âmbito educacional, há de se reconhecer que eles se restringem a
um dos lados do prisma; senão vejamos: amiúde, tais pesquisas se
concentram, em grande parte, na análise dos cursos de formação de
professores ou no material didático produzido. Dificilmente encontram-se
trabalhos que perscrutem o universo escolar, de modo a investigar a
forma pela qual, alunos, professores e técnicos elaboram e reproduzem ou
mesmo subvertem representações sobre a sociedade brasileira, na relação
que estabelecem com as atividades didáticas e com a sociedade, nas
quais aquelas categorias apontadas no início deste texto se conformam.
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