É um fato que o boom das traduções das obras de Kafka ocorreu nos anos da ditadura civil-militar brasileira, especificamente entre a segunda metade da década de 1960 e a primeira da década de 1970. Em face desta constatação, esta tese propõe-se a demonstrar que as traduções (edições e reedições) das obras de Franz Kafka – especificamente Na colônia penal e O processo – traduziram de forma ficcional o que estava sendo silenciado na linguagem cotidiana, dando um sentido à nova realidade que se implantava no país e ajudando a compreender a irracionalidade do que estava acontecendo.
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