A questão norteadora da
presente tese relaciona-se às condições sociais de produção de argumentos em
torno da prestação de assistência, aos processos de produção de significados a
respeito desta prática. Tomo a assistência, portanto, como um objeto privilegiado
para observar e analisar os arranjos particulares que resultam em posicionamento
prático-discursivo na esfera pública, aqui compreendida como uma arena de
mediação de sentidos. A produção destes posicionamentos em torno da assistência
resulta de peculiares conexões entre religião, direito, política e economia
(compreendidas aqui não como esferas mutuamente exclusivas, mas como domínios
prático-discursivos associados pelos agentes em suas relações), as quais dotam
de verossimilhança as exteriorizações religiosas e facultam o envolvimento
efetivo de organizações religiosas na produção de controvérsias políticas.
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