No
livro, o pensador alemão Max Bense, que visitou o Brasil durante a
década de 1960, observa com simpatia um dos momentos altos da cultura
brasileira. Mesclando relato de viagem e interpretação, ele narra sua
convivência com artistas e intelectuais como Guimarães Rosa, Clarice
Lispector, Bruno Giorgi, Volpi, Lygia Clark, Lucio Costa, Afonso Reidy,
Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos. A síntese de sua visão
poderia ser exemplificada na relação que faz entre as cidades do Rio de
Janeiro (o espírito tropical) e Brasília (o espírito cartesiano) - e de
Guimarães Rosa como a melhor expressão da fusão de ambos. Egresso da
Escola de Ulm, fundamental para o design do século XX, Bense não só
contribuiu para a consolidação da Escola Superior de Design Industrial,
no Rio de Janeiro, mas divulgou nossa arte na Alemanha ao editar
revistas e organizar exposições. O saldo é amplamente favorável à
cultura brasileira que, aos olhos de Bense, foi capaz de contribuições
originais para o mundo contemporâneo.
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