Na frança do século XIX, antes do decreto humanitário de 1870, a forca
era ainda um modo, nada sutil, de coibir atitudes contrárias ao regime
político da época. Se uma criança roubava um giz já era motivo para
condenação. Foi em 1816 que morreu James Towle, o último destruidor de
máquinas. Até o momento de sua garganta fazer um nó, gritava um hino
luddita, acompanhado das 3000 pessoas que lá estavam. Luddismo
foi o nome dado a um movimento, de resistência, em favor das pequenas
oficinas e artesãos. Os ludds destruíam máquinas e se mobilizavam para
dar apoio uns aos outros na luta contra os grandes empresários que se
instalavam na região, com teares enormes, mecânicos movidos, geralmente a
vapor, em fábricas recém inauguradas, que iam modificando a paisagem.
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