Este Fernando Pessoa "impuro e simples" assina com o seu próprio nome
uma poesia de ascendência simbolista, que atravessa o período do
radicalismo experimental de Orpheu (Paulismo, Interseccionismo,
Sensacionismo) e se mantém sempre viva, musical e precisa. Os poemas
ortónimos são aqui apresentados na sua corrente lírica central,
excluindo os relacionados com os universos político e esotérico, que
serão objeto de volumes autónomos. Esta seleção inclui alguns dos poemas
mais amados de Pessoa — Ó sino da minha aldeia, A Ceifeira, Autopsicografia, Liberdade — ao lado de muitas outras composições
menos conhecidas.
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