Na peça teatral “Entre quatro
paredes” (1944), Sartre pondera-se sobre a questão da imagem e ilustra suas
idéias filosóficas. A fenomenologia do Outro e do “ser para outro” foi um dos
mais bem acabados pensamentos de Sartre. A dialética humana de “ser um com
o outro” é central: ver e ser visto corresponde a dominar e a ser dominado. Após morrer, três indivíduos
vão parar no inferno (não se trata do estereotipado inferno cristão,com
diabinhos, fornalhas etc.). Garcin, era um homem de letras. Pretendia ser um
herói e foi um covarde. Seu maior tormento é que suas novas companheiras
desvendam sua condição de covardia, que não pode ser mudada. É em vão que luta
para fugir da pecha de covarde. Estelle é uma fútil burguesa
que ascendeu socialmente pelo casamento. Em nome do conforto, assassinou o bebê
que teve com o amante e vê este, tomado pelo desgosto, suicidar-se. Tenta
redimir-se atribuindo sua culpa ao destino. Deseja a paixão como forma de
escapar à realidade. Inês é
homossexual, funcionária dos correios, agressiva, admite suas culpas. É a única
que não procura se desculpar e compreende estar no inferno. O ódio a alimenta;
sádica, goza com o sofrimento dos outros.
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