Atualmente, ouvimos demasiadamente o significante "depressão"
ecoar nos mais variados contextos e, em especial, naqueles que se
dedicam ao atendimento de questões relacionadas à saúde mental. Diante
disso, torna-se relevante o contínuo pensar e repensar a respeito dessa
modalidade de subjetivação e/ou "mal-estar" contemporâneo. O interesse
pelo tema proposto nasceu da prática clínica cotidiana em Saúde Pública,
realizada num Centro de Saúde (CS-III) de uma cidade do interior de São
Paulo. Nossa problemática assentou-se no intuito de compreender a
exacerbada medicalização da depressão na atualidade, especificamente os
impactos subjetivos provocados por tais intervenções. Utilizamos de uma
metodologia qualitativa cujo método clínico psicanalítico nos permitiu
trabalhar no resgate de fragmentos clínicos, sendo estes constituídos
com base nas reminiscências do próprio pesquisador, de maneira que
selecionamos para a pesquisa aqueles casos em que o paciente se dizia
depressivo e insatisfeito com relação ao tratamento medicamentoso.
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