Neste
trabalho, que constitui a primeira descrição da apraxia de
desenvolvimento na língua portuguesa, analisa-se a fala das crianças
portadoras desse distúrbios em seus aspectos prosódicos. Para
caracterização da fala quanto aos componentes melódicos e de velocidade,
sua produção é comparada à de outras crianças, de mesma faixa etária
(10 anos) que apresentam história de desenvolvimento normal de fala de
linguagem. Para alcançarmos o objetivo a que nos propomos, os modelos de
Halliday (1970) e de Pierrehumbert (1987) foram adotados. Embora outros
trabalhos tenham servido como referência nos diversos aspectos
analisados, os modelos citados nos auxiliaram na constituição dos
corpora e na análise propriamente dita. Nos enunciados declarativos,
obtidos em gravações de fala espontânea e de leitura, a freqüência e a
duração foram medidas no programa de análise acústica Winpitch (Martin,
1999). A análise empreendida evidenciou que a criança com apraxia de
desenvolvimento se comporta como seus companheiros não - apráxicos no
que concerne ao padrão entonativo mais básico - padrão descendente final
das declarativas.
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