Este livro apresenta uma reflexão
abrangente sobre a geografia dos movimentos sociais, a mediação das
práticas espaciais no seio das práticas sociais metropolitanas e sobre a
constituição de uma nova cartografia que seja simultaneamente expressão
do sentido da ação e sua representação. Os
textos enfrentam o desafio de compreensão do mundo marcado pelo advento
da comunicação e da informação exacerbada, pela valorização da estética
frente à ética, pela aceleração do tempo/mundo e pelo sucateamento das
formas históricas de ensinar. Tudo parece perder valor epistemológico
com rapidez. Contra a racionalidade técnica instrumental hegemônica, que
valoriza o reconhecimento dos grandes agentes, a abstração exacerbada e
a falta de diálogo, o livro trata de um desafio enigmático para as
ciências sociais: compreender, apreender e representar o movimento da
sociedade: reivindicações, protestos, desejos, desencantos, sonhos,
caminhadas, sentimentos, relações de poder em produção – elementos que
remetem a alma humana coletiva, difícil de representar porque é tradição
representar/cartografar objetos, fluxos, indivíduos, produções,
resultados de relações de poder. Estes temas podem ser interpretados
como weberianos, lefebvrevianos, miltonsantianos, certeaunianos ou
freireanos. Este livro é
uma contribuição à prática docente na escola pública brasileira, na
medida em que sugere a necessária reformulação dos conteúdos e dos
métodos de ensinar e aprender geografia, história, sociologia, pedagogia
e filosofia. Fundamentados no pesquisar/sentir/representar as ações
sociais que produzem a metrópole como um espaço de lutas, práticas
sócio-espaciais anunciadoras de um outro tempo, de uma outra história.
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