Fala de uma visão do mundo onde o
nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são
pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas
definições do que é a existência. No plano intelectual, o etnocentrismo
pode ser visto como a dificuldade de pensar a diferença, no plano
afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade, etc.
Perguntar, pois, sobre o que é etnocentrismo é indagar sobre um fenômeno
onde se misturam tanto elementos intelectuais e racionais quanto
elementos emocionais e afetivos. Estes dois planos do espírito humano,
sentimento e pensamento, vão juntos compondo um fenômeno não apenas
fortemente arraigado na história das sociedades, como também facilmente
encontrável no dia-a-dia das nossas vidas. Assim, a colocação central
sobre o etnocentrismo pode ser expressa como a procura de sabermos os
mecanismos, as formas, os caminhos e razões, enfim, pelos quais tantas e
tão profundas distorções se perpetuam nas emoções, pensamentos, imagens
e representações que fazemos da vida daqueles que são diferentes de
nós.
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