Poderosas forças tendem a destruir a cidade. Um certo urbanismo, diante
de nós, projeta no terreno a ideologia de uma prática que visa a morte
da cidade. Estas forças sociais e políticas assolam o urbano em
formação. Este germe, muito poderoso à sua maneira, poderá nascer nas
fissuras que ainda subsistem entre estas massas: o Estado, a iniciativa
privada, a cultura (que deixa morrer a cidade, oferecendo a sua imagem e
as suas obras ao consumo), a ciência, ou, sobretudo, a cientificidade
(que se coloca ao serviço da racionalidade existente e a legitima)? A
vida urbana poderá recuperar e intensificar as capacidades de integração
e de participação da cidade, quase inteiramente desaparecidas, e que
não podemos estimular nem pela via autoritária nem por prescrição
administrativa, nem pela intervenção dos especialistas? Assim se formula
o problema teórico capital.
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