O direito
penal, pelo seu caráter sancionador de condutas não aceitáveis,
tende a atuar sobre os indivíduos na proporção em
que outros instrumentos reguladores falham. Os outros instrumentos atuam
como um risco de giz no chão, assinalando os limites. O direito
penal é a cerca eletrificada que, com um choque, estimula o indivíduo
a retornar para dentro dos limites, e o condiciona a que uma conseqüência
desagradável seguirá, sempre, o passar da linha. Desta forma,
o direito penal pode ser alocado como a última razão reguladora,
tanto pelo que promete(prevenção) quanto pelo que cumpre
(reprovação). O direito penal, então, terá
o seu posicionamento na periferia do espaço regulado pelos outros
direitos, aos quais pretende restaurar a eficácia quando o indivíduo
falha na obediência.
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