Arqueologia da Violência, embora canonicamente inscrita
no campo disciplinar da etnologia, constitui referência incontornável
para a ciência política, a filosofia, a economia, a história, a
psicanálise, a sociologia e os demais saberes que formam a vasta
paisagem das humanidades. A prosa refinada, erudita e coloquial destes
doze ensaios surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu.
Clastres eleva a etnologia à esfera da filosofia política, fazendo esta
última pousar os pés no chão da análise sociológica: em sua bagagem, os
relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hoobes, e Rousseau. Não
ficaremos imunes a seu veneno: leitores contra o sossego do pensamento conformista.
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