Estuda-se nessa obra a gênese e o desenvolvimento da noção de
soberania. Nas disputas de jurisdição dentro das sociedades humanas, ela
apareceu inicialmente nos conflitos entre o império, a religião e as
monarquias nacionais européias. Autores de peso detiveram-se no estudo
dessa questão – entre outros, Tomás de Aquino, Jean Quidort, Marsílio de
Pádua, Guilherme de Ockham. A autora acompanha com atenção e cuidado
extremos um movimento secular, reconstituindo o processo pelo qual as
modernas questões estudadas pela ciência política chegaram ao estágio em
que se encontram atualmente. Condições históricas, linhas de força,
atores, instituições, idéias, conceitos, eis uma combinação de temas e
questões que alimentam a reflexão teórica que embasa o trabalho de
Raquel Kritsch.
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