O trabalho é a gênese de grande parte da miséria do mundo, é causa
de muito do mal que acontece. Somos obrigados a viver sob o seu desígnio.
Para acabar com o sofrimento, temos que parar de trabalhar. Isto não significa que tenhamos que desistir de fazer coisas. Mas
sim, provocar uma revolução jocosa, uma nova onda de vida baseada no divertimento.
Por divertimento entenda-se festividade, criação facultativa, convívio. O
divertimento não é passivo, é muito mais do que o jogo das crianças. Invoco a aventura coletiva num prazer generalizado, numa exuberância
gratuitamente interdependente. Necessitamos de mais tempo de pura preguiça
e descanso indiferente ao salário ou à ocupação. Reparem, uma vez saídos
do emprego quase todos nós queremos representar, o que conduz ao esgotamento.
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