Fazemos aqui uma reflexão de uma prática social denominada Assessoria
Jurídica Universitária Popular (AJUP). Das nossas próprias práticas
ajupianas, naquilo que as falas dos seus membros explicitam sobre sua
característica principal: sua capacidade crítica e emancipatória do
direito, da universidade e da sociedade. Resgatamos seu marco teórico na
experiência histórica dos movimentos teórico-práticos críticos do
direito da década de 1980 e 1990. Mas no contexto da universidade em que
se realiza hoje, falamos da prática enquanto uma extensão universitária
e, marca de sua intencionalidade política transformadora, a
identificamos com o movimento da extensão popular. Caracterização que,
como uma práxis, ressalta a exigência de produção de conhecimentos
socialmente útil na extensão. Esta caracterização enfatiza a educação
popular como metodologia, mas na pluralidade de sentidos que o termo
abrange hoje torna necessário perceber nos momentos metodológicos de
implementação dessa práxis nossa real aproximação da unidade
teórico-prática. Nesse sentido, as experiências sistematizadas nos
mostram por um lado, o esboço de um modo próprio de fazer extensão
popular em direito: um fazer com uma maior inserção comunitária, em que a
investigação não é uma prévia, senão, parte mesma da ação, e que
reconhece sociabilidades jurídicasoutras, além das oficiais. Mas
mostram-nos também, por outro lado, nossas dificuldades ainda nesse
exercício dialógico com o povo, nesse trabalho orientado por um sentido
ético libertador.
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