As nações, em sua forma atual, parecem sempre ter estado presente na
história humana. E o motivo é simples: a forma como são apresentadas
confunde passado e presente, esfumando propositadamente sua origem.Mais
do que isso: há uma névoa permanente cobrindo e misturando conceitos
como nação, Estado, país, território e povo.Todavia, a história do
século XX não deixa dúvidas quanto à gravidade e importância das nações
ou de suas representações. Essa é a problemática que preocupa o historiador britânico Eric Hobsbawn em seu livro Nações e Nacionalismo desde 1780.
O autor, já bem conhecido do público brasileiro, nasceu em Alexandria
(Egito), em 1917, e fez seus estudos na Europa, ligandose, desde cedo,
ao pensamento de esquerda e a historiadores marxistas, como Christopher
Hill, Rodney Hilton, Dorothy Thompson, Maurice Dobb e Edward P.
Thompson. Seus livros, muitos já em português, trazem uma marca: a
valorização da força das idéias e crenças ao mover os grupos sociais nos
diferentes momentos cruciais, permeando o conjunto de fatores objetivos
que compõem a história humana.
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