Luís Guilherme Coelho Buchianeri propõe, nesta obra, que nos dias
atuais a velocidade continua acelerando exponencial e paradoxalmente,
mas apenas no mundo externo. No mundo interno, se desacelera, “tendendo a
uma paralisia que não promove a angústia estruturante, mas leva à
agonia, à sensação de falta de futuro, à necessidade de preenchimento do
tempo com conteúdos dados à imediaticidade dos afetos”. Tal busca de
concretude, diz, impede a subjetivação do ser humano moderno. A subjetividade, segundo o autor, considerada lenta e imprecisa, está
sendo descartada na era da instantaneidade e da satisfação imediata dos
desejos, em que a máquina possibilita que tudo se realize em “tempo
real”. Assim, se no nascimento da modernidade a velocidade instigava a
ação, transformação e rebeldia, hoje, vazia de conteúdos, paralisa e
instala nesse espaço um tempo entediante. Nos jovens, principalmente, essa variedade de estímulos decorrentes
dessas mutações no espaço e no tempo produziria uma falta de sentido na
vida, acompanhada por “um esvaziamento do sujeito, uma sensação
subjetiva a que poderíamos denominar tédio”. Paralelamente a esse tema, discutido amplamente neste livro, que leva
em conta a realidade de jovens de diversos países, o autor aborda outra
questão contemporânea – a da “depressão como figura de subjetivação da
atualidade”. Ao analisar conceitos com base em teorias da Psicologia e
da Filosofia, ele procura demonstrar que o tédio se sobressai em relação
à depressão como a subjetividade típica de um mundo acelerado e
volátil.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
Nenhum comentário:
Postar um comentário