As
revoluções do capitalismo é o primeiro título da coleção A política no
Império organizada por Giuseppe Cocco, que tem como proposta de
apresentar ao público brasileiro essa bibliografia de grande interesse
para apreender os desafios da política no império. Os livros
concentram-se no conceito de Império, proposto por Antonio Negri e
Michael Hardt, que definiu um novo horizonte de reflexão sobre a crise
da modernidade. O léxico usado em Império mobiliza os esforços de
inovação teórica e política de um conjunto de autores (filósofos,
sociólogos, economistas), que, desde o início dos anos 1990,
problematizaram as noções de trabalho, multidão, biopolítica, comum,
linguagem, potência. Sociólogo e filósofo, Maurizio Lazzarato mostra
aqui que o capitalismo poderia se transformar em um ritmo mais veloz do
que seus adversários, deixando-os em atraso de uma época. Como dar conta
dos conceitos de trabalho, de produção, de consumo, de comunicação, de
informação e de cooperação, assumindo que o capitalismo não é um 'modo
de produção' (Marx), mas uma produção de mundos? Como ultrapassar o
duplo impasse do individual e do coletivo com o qual as teorias liberais
e as teorias socialistas pensaram a 'produção da subjetividade'? Como
traduzir o conceito de multiplicidade em política? E como poderíamos
pensar o conflito, não mais a partir da contradição dialética, de um
dualismo de classes ou de uma divisão amigo/inimigo, mas da lógica do
incompossível (Leibniz), que rege um mundo onde os possíveis bifurcam e
coexistem ao mesmo tempo (Borges)? Utilizando a caixa de ferramentas da
sociologia da 'diferença e repetição' (Gabriel Tarde), da filosofia do
acontecimento (Deleuze e Bakhtin) e uma teoria do poder como ação sobre
outras ações possíveis (Foucault), o livro apresenta os novos conceitos
de trabalho, produção, consumo e comunicação e sua relação com o
capitalismo.
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