Em quatro ensaios brilhantes, o historiador inglês Eric J. Hobsbawm
enfrenta as tentativas de revisão historiográfica da Revolução Francesa
que tiveram grande repercussão por ocasião do recente bicentenário da
tomada da Bastilha. Em Ecos da Marselhesa, Hobsbawm se propõe não só
defender como explicar a interpretação de inspiração marxista que hoje é
alvo da crítica revisionista. Para tanto, ele situa a Revolução
Francesa na história dos séculos XIX e XX, examinando o processo de sua
recepção nestes duzentos anos e o significado de sua herança. As
conexões teóricas e políticas da Revolução Francesa com a Revolução
Russa também são exploradas: 1917 aparece como a realização dos ideais
de 1789 e isso tem impacto na historiografia contemporânea. Ecos da
Marselhesa conclui analisando como a crise do socialismo real e do
paradigma comunista no fim do século XX acabou por atingir a tradição
marxista de interpretação da Revolução Francesa.
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