A proposta deste trabalho foi verificar em que medida o funcionamento
das hesitações e quebras na fala aproximava-se ou distanciava-se na
produção discursiva de três pacientes acometidos pela doença de
Parkinson e de três pessoas sem lesão neurológica. Um dos sintomas do
Parkinson – transtorno degenerativo neurológico que provoca distúrbios
de movimento - é justamente aquele relacionado à fala, fenômeno,
entretanto, ainda pouco compreendido. Para os autores, entender melhor os problemas de linguagem em sujeitos
com doença de Parkinson seria, assim, uma boa maneira de estabelecer um
diálogo mais efetivo com as investigações sobre esses problemas que vêm
sendo feitas no campo biomédico, e também desenvolver procedimentos de
avaliação e de terapia de pacientes no campo da Fonoaudiologia – campo
ao qual estão vinculados – para os quais eles inclusive apresentam
alguns subsídios. Na comparação entre os processos discursivos de sujeitos com doença de
Parkinson e de sujeitos saudáveis, foram analisadas principalmente as
características das rupturas da fala na cadeia significante, tentando-se
recuperar, em ambos os grupos, fatos dos processos discursivos que
possibilitariam verificar em que medida as quebras de amarração dos
significantes estariam relacionadas à condição de parkinsoniano.
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