As ocorrências de fósseis de organismos de corpo mole em rochas proterozóicas brasileiras são ainda incipientes. Na Formação Camarinha há registros de estruturas interpretadas até então como traços de repouso de organismos medusóides, procedentes do Município de Campo Largo, Estado do Paraná. O presente estudo tem como objetivo reinterpretar estes fósseis, que correspondem a estruturas discóides, elipsóides e com orientação preferencial; podem ocorrer marcas radiais e depressões centrais. Os fósseis estudados foram atribuídos ao gênero Beltanelliformis, corpos fossilizados de organismos de afi nidade incerta, restritos ao período Ediacarano e relacionados à Biota de Ediacara, o que permite deduzir que ao menos o topo da Formação Camarinha, teria sido depositado neste intervalo temporal. Os fósseis apresentam preservação do tipo Nama, que corresponde a moldes simples em três dimensões.
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