Este livro é assinado com o nome de um coletivo imaginário. Os seus
redatores não são os seus autores. Limitaram-se a pôr um pouco de ordem
nos lugares-comuns da época, naquilo que se sussurra nas mesas dos
bares, por detrás das portas fechadas dos quartos. Não fizeram mais do
que fixar as verdades necessárias, cujo recalcamento universal enche os
hospitais psiquiátricos e os olhares de mágoa. Fizeram-se escribas da
situação. É um privilégio das circunstâncias radicais que o rigor
conduza logicamente à revolução. Basta falar daquilo que temos à frente
dos olhos e não nos esquivarmos às conclusões.
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