Saviani inicia seu livro Escola e Democracia, levantando questões de
dois grupos antagônicos. O primeiro grupo é o das Teorias não-críticas,
classificadas como a pedagogia tradicional, a pedagogia nova e a
pedagogia tecnicista. Este grupo entende que a educação é capaz de
erradicar a marginalidade de nossa sociedade, sendo esta última,
considerada aqui como harmoniosa. A marginalidade é um desvio, um
fenômeno individual que deve ser corrigido, portanto, a educação serve
como um instrumento de correção de desvios, tendo, ao mesmo tempo, uma
margem de autonomia com relação à sociedade. No segundo grupo, que é o
das Teorias crítico-reprodutivistas, subdivididas em Teoria do Sistema
de Ensino como Violência Simbólica, Teoria da Escola como Aparelho
Ideológico de Estado (AIE) e Teoria da Escola Dualista. Neste caso, de
maneira oposta, a educação aparece como fator agravante, através da
discriminação e responsável pela marginalidade, onde esta é inerente à
estrutura da sociedade, da qual a educação é dependente. Aqui, a escola
reforça e legitima a marginalização social através da marginalização
cultural. Saviani frisa que estes grupos de teorias explicam a
marginalização na forma da relação entre educação e sociedade.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário