O Primo Basílio conta a história de Luísa, jovem sonhadora e ociosa da
sociedade lisboeta, que acaba envolvida por Basílio, seu primo, com quem
se reencontra, após anos de distância. Achando-a sozinha, já que Jorge,
o marido, viajara a negócios, Basílio serve-se de sedução e galanteios,
até levá-la a se envolver profundamente consigo, tornando-se sua
amante. Juliana, a criada, descobre a correspondência trocada por ambos
e chantageia a patroa. Após sofrer muitas humilhações e ter
que se submeter aos caprichos da crudelíssima criada, Luísa consegue,
ajudada por um amigo, reaver as cartas; e Juliana, pressionada a
entregá-las, ante as ameaças, acaba morrendo do coração. Após tanto
sofrimento, Luísa adoece. Basílio, de há muito, encontra-se longe de
Lisboa. Jorge regressa ao lar. Certo dia, chega uma carta do primo para a
esposa e o marido intercepta a correspondência e toma conhecimento de
tudo que ocorrera. Desesperado e sofrendo demasiadamente, ainda
assim Jorge resolve perdoar Luísa. Ela, no entanto, piora muito ao
saber que o marido descobrira tudo o que fizera de errado, e vem a
falecer. A reação de Basílio, ao saber da morte dela, é de pesar, por
ter perdido sua diversão em Lisboa. Destaca-se, ainda, na obra, a figura
do Conselheiro Acácio, amigo do casal, caricatura repleta de formalismo
e hipocrisia.
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