O livro trata de um tema pouco discutido pelos especialistas
brasileiros em relações internacionais, o processo de cooperação (e os
eventuais conflitos) entre os países da região amazônica - Brasil,
Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname - nos
aspectos político, institucional e ambiental. De acordo com o autor, o esforço de cooperação, que começou ainda em
1978 - quando havia na América Latina uma presença marcante de governos
militares - vem evoluindo aos poucos, tanto do ponto de vista prático
quanto do conceitual, mas com alguns retrocessos e certa indecisão
programática. Para ele, desde a assinatura em 1978 do Tratado de Cooperação Amazônica
(TCA), esta trajetória compreenderia cinco fases distintas: o período
até 1989 teria sido marcado pela ênfase defensivo-protecionista; de 1989
a 1994 houve nítidas tentativas de fortalecimento político; e de 1995 a
2002 teria sido verificado grande amadurecimento institucional. Um visível deslanche aconteceria a partir de 2002, com a criação da
Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e pela
intensificação dos contatos entre os países amazônicos. A partir de
2009, começa a fase seguinte, com o "relançamento da OTCA", desta vez
pautada nas diretrizes da Agenda Estratégica de Cooperação Amazônica,
com a qual tenta-se engajar os países da região na maior quantidade
possível de objetivos comuns.
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