A Formação do Espírito Científico, escrito em 1938, insere-se
numa sequência de obras que marca o período mais criativo do Bachelard
"diurno", aquele que pensa o saber científico, em contraponto com o
Bachelard "noturno", que se debruça sobre a criação artística, o
devaneio, as imagens poéticas ou as possibilidades da imaginação.
Recorrendo
a múltiplos textos e conceitos da alquimia, da química e da física dos
séculos XVII e XVIII, o filósofo destaca neste livro as armadilhas e as
dificuldades que cercam a descoberta de conceitos fundamentais, a função
positiva dos erros nessa gênese e, principalmente, o caráter
recorrente e geral de certas resistências ao conhecimento científico.
Longe de
pertencerem ao passado, estes obstáculos epistemológicos, estão
sobretudo presentes dentro de nós e espalhados à nossa volta. A sua
superação é um desafio sempre renovado, razão pela qual A Formação do Espírito Científico é um clássico cujo potencial didático nunca se esgota.
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