Em 1977, Mario Vargas Llosa começou a escrever um romance que seguia um
caminho diferente - em vez de usar suas memórias para compor uma
história de forte veia cômica, ele decidiu recontar a dramática Guerra
de Canudos, impressionado pela leitura, alguns anos antes, de 'Os
Sertões', de Euclides da Cunha. Em 1980, após exaustivas pesquisas em
arquivos históricos e viagens pelo sertão da Bahia, ele terminava 'A
guerra do fim do mundo'. Nele, o escritor peruano constrói uma saga que
engloba tudo - honra e vingança, poder e paixão, fé e loucura. O autor
dá uma nova dimensão à história de Antônio Conselheiro, em que
personagens de carne e osso, alguns reais, outros imaginados, empreendem
uma saga sem paralelos na história do país.
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