O Carnaval da Bahia, ao longo de sua história, tem desempenhado um papel de destaque no rico espaço simbólico-cultural da cidade do Salvador e de sua gente. Complexa e plural, a festa carnavalesca tem expressado, nas suas várias fases, conflitos nos mais diversos planos - cultural, social, étnico, econômico, espacial, etc.-, refletindo, dessa forma, o caráter desigual e diferenciado que marca o cotidiano soteropolitano. Na sua configuração mais recente, caracterizada por uma significativo processo de mercantilização dos festejos, à dimensão simbóli-cocultural vieram agregar-se dinâmicas típicas do mundo dos negócios, dando lugar ao surgimento do que pode ser chamado de carnaval-negócio, tipificando um caso particular de economia do lúdico.
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