Liberata foi personagem da vida real. Escrava, depois liberta,
mãe enquanto escrava e mãe já liberada, enfim defunta, tudo na primeira
metade do século XIX. Neste livro, Liberata é quase ficção, ou
antes, autora de ficção. Ela propõe o enigma de sua vida, tal
como registrado nos documentos centenários sob guarda do Arquivo
Nacional no Rio de Janeiro, e ela mesma guia o investigador pelos
labirintos de interpretação e evidências que permitirão decifrar o
próprio enigma.
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