Em suas memórias, Eduard citou que a história da música realmente
começou com Mozart e culminou em Beethoven, Schumann e Brahms.
Atualmente, ele é mais conhecido por seu apoio à música de Brahms e a
rejeição ad música de Wagner, um episódio do século XIX conhecido pelo
termo "Guerra dos Românticos". Em contrapartira, o crítico Richard Pohl
representava compositores progressitas, que além de Wagner incluia
Liszt. Eduard Hanslick defende a necessidade de uma revisão da estética
da arte sonora. Faz-se necessário descobrir, através da razão, por que
uma obra de arte agrada; isso se faz possível através de uma
investigação da obra de arte e não apenas nas sensações do sujeito que a
contempla e nos sentimentos nele suscitados. Deve-se investigar o
objeto belo, e não o sujeito senciente. Em seu livro “Do belo musical -
um contributo para a revisão da estética da arte dos sons”, escrito em
1854, o autor defende que a peça sonora é criada majoritariamente na
fantasia (imaginação) do artista e será interpretada também na
imaginação do ouvinte. O núcleo da música, o belo musical, está na
contemplação pura da forma e não nos sentimentos do compositor ou do
ouvinte. Nesse processo, “diante do belo, a fantasia não é apenas um
contemplar, mas um contemplar com entendimento.” Se a imaginação é a faculdade genuína de recepção do belo, não
só para a música mas para todas as artes, o efeito do belo sobre o
sentimento é secundário. Toda obra de arte se relacionará também com o
nosso sentir, mas não em uma relação exclusiva. As definições e opiniões
que supervalorizam os sentimentos tratam apenas de parte do processo de
fruição artística.
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