A existência de uma população educada, com adequados níveis de qualificação profissional, capaz de se ajustar aos permanentes avanços tecnológicos do processo de trabalho e dos bens e serviços em geral, é condição necessária para o desenvolvimento do país, para sua competitividade e para a própria qualidade de vida de seus cidadãos. Alcançar padrões satisfatórios de educação e qualificação profissional é um dos maiores desafios que se colocam para Brasil nesse início de século 21. Nossas limitações nessa área são enormes. É importante lembrar, no entanto, que no enfrentamento desse desafio o país já pode contar com mais de meio milhão de mestres e cerca de 190 mil doutores, como foi identificado pelo Censo Demográfico de 2010. Ademais, essa população altamente qualificada tem crescido a taxas crescentes a cada ano. Apenas no ano que antecedeu à coleta de dados do Censo, isto é, em 2009, os programas de mestrado e doutorado brasileiros titularam 38.800 novos mestres e 11.367 novos doutores. A relevância do papel desempenhado por essa população de mestres e doutores para o alcance de padrões satisfatórios de educação e qualificação profissional depende, não só de sua expressão quantitativa, mas também de sua qualidade, diversidade e de suas condições efetivas de emprego.
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