Que
ideia do cinema têm os realizadores e produtores portugueses? O que pensam dos
seus públicos nacionais e estrangeiros? Quais lhes parecem ser as suas maiores
insuficiências e fraquezas? Como se definem face ao art cinema e ao world
cinema contemporâneos? O que os distingue da indústria cinematográfica
dominante e do main stream? Que tipo de identidade pensam ter adquirido
desde os tempos do cinema novo? Como vêem o seu próprio futuro e o do
cinema? Quem os influencia, e quem são os seus aliados e adversários nacionais
e internacionais? O que os aproxima e o que os separa? Como se adaptaram ao fim
tendencial da película e à era da convergência digital? Que pensam do actual
ensino do cinema? Este livro, resultante de um projecto de investigação apoiado pela Fundação
para a Ciência e a Tecnologia e desenvolvido na Escola Superior de Teatro e
Cinema, no âmbito do Centro de Investigação em Artes e Comunicação, com a
colaboração de investigadores da Universidade do Algarve, esboça, nos seus
textos introdutórios, nas entrevistas nele antologiadas e nas suas conclusões,
respostas a estas e outras questões. É ao mesmo tempo um inquérito à cultura
organizacional do meio cinematográfico português e um retrato inter-geracional
dos agentes criativos que contribuem para a definição dos perfis marcadamente sui
generis da cinematografia portuguesa nestes primeiros anos do século XXI.
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