Os textos aqui apresentados agregam
contribuições importantes para que se possa iniciar um processo coletivo
de avaliação dos impactos desse que talvez seja o programa habitacional
mais ambicioso já desenvolvido no país, mesmo considerando os “áureos
tempos” do BNH – o Programa Minha Casa Minha Vida. Os trabalhos têm como
virtude a tentativa de desvendar as diferenças do desempenho do
programa no território – tanto considerando as diferenças entre as
metrópoles, quanto às especificidades intraurbanas, particularmente no
que diz respeito às novas relações entre núcleos e periferias. Nesse sentido, por um lado, reafirmam e
evidenciam as críticas levantadas pelos estudiosos e especialistas,
desde o lançamento do programa. Por outro lado, mostram situações
contraditórias, efeitos positivos e negativos, levantam dúvidas e
perguntas que nos levam a afirmar que é preciso mais cuidado para avaliar
os resultados efetivos do programa e, também, que há ainda muitos
pontos a serem aprofundados e que certamente exigirão maiores esforços
de pesquisa e de reflexão.
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