O objetivo principal deste trabalho é analisar o quanto os modais de
transporte (rodoviário, ferroviário, fluvial, aéreo e marítimo) são
requeridos pelos setores econômicos quando esses exportam para o
Mercosul, União Europeia, Nafta e o restante do mundo. Em outras
palavras, o objetivo é identificar as interações das exportações
setoriais com os modais de transportes em relação à movimentação de
carga (toneladas transportadas). Para atingir tal objetivo é construída
uma matriz híbrida de insumo-produto para cada bloco comercial,
incorporando como setores os modais de transporte. As informações das
vendas desses modais para os demais setores do modelo de insumo-produto
estão representadas em unidades físicas (toneladas transportadas para a
exportação), enquanto as compras se traduzem na endogeneização dos
valores monetários referentes ao vetor de exportação da demanda final.
Dessa forma, o arcabouço metodológico consiste em um modelo
intersetorial híbrido de insumo-produto. As matrizes desse modelo, que
estão caracterizadas por uma natureza físico-econômica, fundamentam-se
em uma estrutura setor x setor para o ano de 2003. Em cada matriz, os
valores físicos (toneladas transportadas) são estimados para captar as
intensidades (coeficientes de requerimento) dos modais de transporte de
forma mais robusta. Os resultados dessas intensidades apontam os setores
econômicos relevantes na demanda dos modais de transporte. Por outro
lado, com esses resultados, observam-se, implicitamente, as influências
que as questões geográficas entre o Brasil e esses blocos comerciais
exercem sobre o uso dos modais rodoviário, ferroviário, aéreo, fluvial e
marítimo.
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