No ambiente acadêmico e escolar a Filosofia geralmente fica solitária,
sem estabelecer muitas relações com outras áreas de conhecimento. Isso
não quer dizer que a Filosofia não queira se relacionar, mas em geral
ela é “rejeitada” por outras disciplinas. Na escola de Educação Básica
ela é uma espécie de “patinho feio”, destoando das outras disciplinas
escolares, como uma dissonância em um acorde natural. Como relacionar,
num projeto pedagógico em que envolva Geografia, Ciências, História,
Química, a Filosofia com as áreas de conhecimento ditas mais “nobres”?
De que forma conciliar, na escola, a Filosofia com as Ciências? Parece
que não há possiblidade de conciliar, pois afinal: “O que é esta tal de
Filosofia?” “Para que ela serve?” Estas são indagações comuns no
ambiente escolar, seja por parte de professores, alunos ou gestores
escolares. O ambiente universitário não apresenta um quadro tão
diferente assim. Apesar da Filosofia existir como disciplina obrigatória
na matriz curricular de diversos cursos superiores, tais como
Bacharelado em Pedagogia, Bacharelado em Direito, Licenciatura e
Bacharelado em História, Química, etc., isso não é garantia que ela seja
respeitada, ou mesmo que ela seja valorizada. Aqueles que já tiveram a
experiência de ministrar aulas de “Introdução à Filosofia” em diversos
cursos na Universidade sabem do que estamos falando aqui. “Para que
serve esta disciplina?” “Por que tenho que aprender sobre Platão e
Aristóteles se o que eu quero aprender é como construir uma ponte, ou
calcular a estrutura de um edifício?” “Para que perder tempo aprendendo
sobre questão antigas e ultrapassas, se o que eu quero aprender é sobre o
relevo e o clima?” Estas são algumas perguntas feitas por muitos
universitários que se deparam com a Filosofia de forma disciplinar em
diversos cursos na Universidade, rejeitando de forma pragmática o que
este campo de conhecimento pode oferecer.
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