O direito à cidade (e à moradia) é o direito de se disputar outras
formas de apropriação do espaço urbano que subordinem a lógica mercantil
às necessidades e desejos da maioria dos seus usuários e que reafirmem a
cidade como força geradora de conflito social. Esse conceito lefevriano
é uma das premissas que norteiam o livro Autogestão habitacional no
Brasil: utopias e contradições, novo lançamento do INCT Observatório
das Metrópoles. A publicação expõe o contexto político em que se deu a
expansão da autogestão de moradia no país, das lutas dos movimentos
sociais desde os anos 80 para a formulação do PNHIS até os programas
federais pós-2003 direcionados à produção associativa, como Crédito
Solidário e Minha Casa Minha Vida Entidades.
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