Nesta envolvente história da ciência, o prêmio Nobel Steven Weinberg
conduz o leitor através de séculos de grandes descobertas, da Grécia
Antiga à Bagdá medieval, da Academia de Platão ao Museu de Alexandria e à
Royal Society of London. Os cientistas da Antiguidade e da Idade Média não apenas desconheciam o
que sabemos hoje sobre o mundo - eles não sabiam o que era preciso
conhecer, ou mesmo como descobri-lo. Ao longo dos séculos, porém, na luta para resolver mistérios como o
movimento dos planetas ou a alta das marés, a ciência moderna encontrou
espaço para emergir. Essa é a história que figura no centro deste livro
memorável. Aristóteles, Descartes, Kepler, Copérnico, Galileu e Isaac Newton são
alguns dos protagonistas deste enredo armado com leveza e humor - sem a
menor cerimônia, o autor faz um acerto de contas com as contribuições de
cada um deles. Por que o modelo coperniciano, segundo o qual os planetas giram em torno
do Sol, prevaleceu sobre a noção anterior, que considerava a Terra como
o centro do Universo? As evidências empíricas dessa afirmação
demorariam setenta anos para vir à tona - mas a teoria de Copérnico era
mais simples e elegante. Os atritos duradouros entre as esferas rivais da religião, tecnologia,
poesia, matemática e filosofia ocupam lugar de destaque. Uma história da
ciência digna do nome não é apenas uma história de cientistas e ideias,
mas um relato das condições para o surgimento de um novo campo do
conhecimento. Weinberg demonstra de forma primorosa como a emergência do moderno
método científico, entendido como um modo de interrogar o mundo em busca
de explicações bem fundamentadas e confiáveis, é em si uma descoberta.
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