Sob diversos ângulos, o trabalho analisa criticamente a expressão agricultura familiar, reconhecendo a importância histórica de seu surgimento no Brasil, como forma de viabilizar o acesso dos pequenos produtores aos fundos públicos e às políticas governamentais. Entende-se, contudo, que a institucionalização da expressão não reconheceu diversos aspectos considerados cruciais, como o fato de não existir na teoria social nenhuma perspectiva analítica que tenha agricultura familiar como um de seus conceitos, ou o de desconsiderar, no caso brasileiro, a natureza econômica da agricultura, pois os critérios legais obedeceram a outras motivações.
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