John
Fitzgerald Kennedy passou para a história como o homem mais poderoso do
mundo que teve um caso amoroso com a sex symbol Marilyn Monroe e cuja
cabeça foi alvejada em público durante um passeio em carro aberto em
Dallas, Texas, em novembro de 1963. Durante muito tempo estes fatos
imortalizados em imagens nublaram o entendimento sobre a vida, os
desafios, as fraquezas e o real legado de Kennedy. Neste
livro, que vendeu 2 milhões de cópias nos Estados Unidos e que foi
publicado em mais de vinte países, o apresentador televisivo e
comentarista Bill O’Reilly e o escritor Martin Dugard recuperam a
trajetória do 35º presidente americano, cujos três anos incompletos de
mandato, durante a Guerra Fria, influenciaram de forma crucial a
geopolítica internacional. Vemos o Kennedy jovem historiador que ganhou o
prêmio Pulitzer por seu livro de perfis de políticos, o filho de saúde
débil que foi alçado à carreira política pelo pai, o jovem
intelectualizado que se apaixonou pela culta Jacqueline, o grande orador
cujo “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que
você pode fazer por seu país” seria lembrado por décadas a fio, o
administrador de pouca experiência que no primeiro ano de mandato tomou
uma decisão equivocada na invasão da Baía dos Porcos – quase detonando
uma terceira guerra mundial –, o homem de temperamento controlado que
conseguiu evitar o pior na Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, e o
liberal que apoiou o movimento dos direitos civis num país onde ainda
vigia a segregação racial e que, por outro lado, ordenou alguns dos
primeiros movimentos da Guerra do Vietnã. Num
texto que se lê num só fôlego, os autores dão vida a uma época
turbulenta, e é sobre o pano de fundo desse período que se ergue a
figura de Kennedy por eles pintada, em toda sua humanidade.

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