A obra examina o Programa
Bolsa Família, uma política pública redistributiva no Brasil, que
proporcionou os direitos fundamentais individuais de liberdade e
igualdade inseridos na Constituição Federal de 1988. O estudo verifica,
também, se, por intermédio dessa política pública, conseguiu-se promover
emancipação, autonomia e a cidadania dos beneficiários. Para tanto,
partiu-se do estudo da Teoria da Justiça de John Rawls, para verificar
se há ou não a presença dos princípios desse autor nesse contexto. A
pesquisa debruça-se em verificar se com a inserção do Programa Bolsa
Família e com a presença dos princípios de Rawls – no que se refere à
igualdade e à liberdade – houve uma melhor condição de vida para as
famílias brasileiras que vivem em situação de pobreza e/ou de extrema
pobreza. O método utilizado é o analítico dedutivo, tendo como
referencial de base a Teoria da Justiça, de John Rawls. Os resultados
obtidos a partir da dissertação revelaram que existe uma melhora
considerável na condição de vida dos beneficiários, isso ressalvado no
fato de sua condição de vida anterior. Também, ressalta-se que há a
presença dos princípios da justiça de Rawls no programa Bolsa Família no
que se refere aos direitos fundamentais individuais de liberdade e
igualdade. Por fim, observa-se que há autonomia e emancipação dos
beneficiários do programa, tendo em vista sua condição de vida anterior.
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