A noite de Natal, mágica, sagrada,propícia ao raro encontro entre o
eterno e o temporal, convidativa a um passeio pelo reino da poesia e de
todas as coisas que se movem entre o Céu e a Terra. Ao quarto de
Cecilie, onde uma grave doença a mantém acamada, esta noite,
intensamente povoada por vozes e aromas familiares, chega pelas asas da
sua imaginação, fortes e céleres, quase tão imateriais quanto as de
Ariel, o anjo que a visita. No limiar da puberdade, Cecilie reflete
ainda o brilho primordial do espanto que emana dos jardins da infância e
faz fluir o diálogo com Ariel, com o mundo do outro lado do espelho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário